sábado, 11 de fevereiro de 2012

Osibisa - Woyaya (1971)


A origem do Osibisa nos remete ao início da década de 1960, quando o saxofonista ganês Teddy Osei mudou-se para Londres após receber uma bolsa de estudos, financiada pelo governo de Gana, para estudar música. Osei era uma figura conhecida na cena highlife de Gana, e ao lado de seu irmão, Mac Tontoh, e do baterista Sol Amarfio (que também havia se mudado para a Inglaterra), formavam o The Comets. Durante sua estadia em Londres, Osei manteve contato com vários músicos locais e estrangeiros, tendo feito parte de bandas como Black Star Band e Cat's Pawn, porém foi em 1969, pouco tempo após Mac Tontoh também imigrar para Londres, que o Osibisa foi fundado. Além dos três membros do The Comets, a formação original do Osibisa contava com o nigeriano Lasisi Amao, o granadino Spartacus R., o trinitino Robert Bailey e o antiguano Wendell Richardson.

O surgimento do Osibisa veio em um momento muito favorável à banda, pois a música africana encontrava-se em alta no Ocidente. Os Rolling Stones utilizaram percussionistas africanos durante o show de despedida de Brian Jones. Steve Winwood mantinha contato constante com músicos africanos. Paul McCartney e sua esposa, Linda, anunciavam a intenção de alugar um estúdio na Nigéria, e Ginger Baker, do Cream, tornava-se um "africanista" convicto, fundando o Air Force com o nigeriano Remi Kabaka.

"Woyaya" foi o segundo álbum lançado pela banda e traz todas as principais características que consagraram a carreira do Osibisa; uma mistura de música africana e caribenha incorporada a um contexto mais ocidental, com bons toques de rock, jazz e funk. A seção rítmica é simplesmente estupenda, com percussões abundantes, e a mistura de estilos é polida de tal forma que nada soa artificial. Vale notar que tudo isso estava sendo feito muito antes do termo "World Music" ser cunhado, o que dá instantaneamente o status de pioneirismo ao Osibisa.

Não há como não citar também a bela arte gráfica do álbum, assinada por ninguém menos que Roger Dean.

Informações Gerais:
• Banda: Osibisa
• Álbum: Woyaya
• Ano: 1971
• País: Gana Ghana, Nigéria Nigeria, Antígua e Barbuda Bandeira de Antígua e Barbuda, Trinidad e Tobago Bandeira de Trinidad e Tobago, Grenada Bandeira de Granada
• Estilo: World Music, Fusion, Highlife, Música popular africana, Funk, Soul
• Gravadora: MCA Records
• Produtor: Tony Visconti
• Engenheiro: John Punter
• Site Oficial: http://osibisa.co.uk/
• Onde comprar?

Músicos:
• Teddy Osei (sax tenor, flauta, vocal, percussão)
• Sol Amarfio (bateria, percussão)
• Mac Tontoh (trompete, percussão, fliscorne)
• Spartacus R. [Roy Bedeau] (baixo, percussão)
• Wendell Richardson (guitarra, vocal)
• Robert Bailey (órgão, piano, timbales)
• Lasisi Amao (sax tenor, sax barítono, flauta, congas)
Tracklist:
1. Beautiful Seven
2. Y Sharp
3. Spirits Up Above
4. Survival
5. Move On
6. Rabiatu
7. Woyaya

Ouça: "Y Sharp"

Ouça: "Woyaya"


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sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Imelda May - Love Tattoo (2008)


A irlandesa Imelda May é uma das maiores revelações do Rock 'n Roll na atualidade. Com um visual pin-up de deixar muito marmanjo babando, Imelda é vista no Rockabilly de maneira semelhante à que Amy Winehouse era vista no Soul, uma artista jovem que dá ar fresco ao gênero através de seu talento e personalidade.

A cantora lançou seu primeiro disco, "No Turning Back", em 2002 sob o nome de Imelda Clabby (em 2005 o disco foi relançado sob o nome de Imelda May), porém foi a partir do segundo álbum, "Love Tattoo", que as coisas realmente começaram a dar certo, graças principalmente aos singles Johnny Got a Boom Boom e Big Bad Handsome Man, que contribuíram para alavancar a carreira da artista. Alguns devem conhecer a cantora do álbum "Emotion & Commotion" de Jeff Beck, onde Imelda canta na faixa Lilac Wine. Apesar do tempo de carreira relativamente curto, Imelda May já dividiu o palco com artistas como Eric Clapton, U2, Lionel Richie, Van Morrison e Scissor Sisters.

"Love Tattoo" é um álbum bastante diverso, mesclando a energia cativante do Rock 'n Roll, a melancolia do Blues e swings jazzísticos em um trabalho que consegue destacar as influências Rockabilly e Blues da cantora sem deixar de soar fresco e moderno. Quem se sobressai obviamente é Imelda May que interpreta todas as músicas com muita desenvoltura e feeling, porém a banda também se mostra bastante entrosada, tanto no disco quanto nas apresentações ao vivo. "Love Tattoo" é um trabalho estiloso e viciante, dificilmente alguém não encontrará algo que não agrade neste disco.

Informações Gerais:
• Artista: Imelda May
• Álbum: Love Tattoo
• Ano: 2008
• País: Irlanda
• Estilo: Rockabilly, Blues
• Gravadora: Ambassador Records
• Onde Comprar?
CD PointAmazoniTunes
• Site Oficial:
http://www.imeldamay.co.uk/

Músicos:
• Imelda May (vocal, bodhrán)
• Dave Priseman (trompete, percussão, fliscorne)
• Danny McCormack (piano, Hammond)
• Darrel Higham (guitarra)
• Dean Beresford (bateria)
Tracklist:
01. Johnny Got a Boom Boom
02. Feel Me
03. Knock 123
04. Wild About My Lovin'
05. Big Bad Handsome Man
06. Love Tattoo
07. Meet You At The Moon
08. Smoker's Song
09. Smotherin' Me
10. Falling In Love With You Again
11. It's Your Voodoo Working
12. Watcha Gonna Do

sexta-feira, 29 de julho de 2011

The Jelly Jam - The Jelly Jam (2002)


O The Jelly Jam é um trio formado em 2002 por: John Myung (Dream Theater), Rod Morgenstein (Dixie Dregs, Winger) e Ty Tabor (King's X), ou seja, exatamente a mesma formação do Platypus, porém sem o tecladista Derek Sherinian.

A banda é na grande maioria das vezes classificada apenas como Rock Progressivo, porém o The Jelly Jam acaba tendo uma tendência maior para estilos como Hard, Stoner e Alternative Rock do que o Platypus, já que sem os teclados o som perdeu um pouco do lirismo e dos toques jazzísticos para tornar-se mais direto. Portanto deixarei o álbum sob a tag de "Rock" apenas, com o intuito de tentar simplificar as coisas ao máximo possível.

O som do grupo se diferencia do que os músicos fazem em suas outras bandas, em especial o Dream Theater e o Dixie Dregs, por não ser tão "bombástico" e experimental, porém ainda sim muito cativante e carregado por guitarras e grooves pulsantes. Destaque para a 'cozinha' formada por John Myung e Rod Morgenstein, excelente seção rítmica. Destaque também para a faixa Nature's Girl.

Audição recomendada!

Informações Gerais:
• Banda: The Jelly Jam
• Álbum: The Jelly Jam
• Ano: 2002
• País: Estados Unidos
• Estilo: Rock, Progressive/Alternative Rock
• Gravadora: InsideOut Music
• Produtor: Ty Tabor
• Onde Comprar? iTunesSaraivaAmazon

Músicos:
• John Myung (baixo)
• Rod Morgenstein (bateria)
• Ty Tabor (guitarra, vocal)
Tracklist:
1. I Can't Help You
2. No Remedy
3. Nature
4. Nature's Girls
5. Feeling
6. Reliving
7. The Jelly Jam
8. I Am The King
9. The King's Dance
10. Under The Tree

The Jelly Jam

terça-feira, 26 de julho de 2011

Guthrie Govan & The Fellowship - The Bassment Club Band (2008)


Aproveito o gancho do último post para trazer mais este material do guitarrista Guthrie Govan. Dessa vez um ao vivo intitulado de "The Bassment Club Band", também conhecido como "Live at the Bassment Club".

A mesma banda que tocou em "Erotic Cakes" com a adição do saxofonista Zak Barrett forma o The Fellowship, uma banda de Jazz Fusion que se apresenta toda semana no Bassment Club em Chelmsford, na Inglaterra.

Este disco possui um lado jazzístico muito mais acentuado do que em "Erotic Cakes" e também dá mais destaque ao restante da banda do que apenas em Guthrie. Por ser ao vivo, o álbum traz dinâmicas de tirar o fôlego e soa bem mais espontâneo. Apesar de não ser um lançamento oficial, a qualidade do áudio não deixa a desejar.

Fusion de primeira!

Informações Gerais:
• Banda: The Fellowship
• Álbum: The Bassment Club Band
• Ano: 2008
• País: Inglaterra
• Estilo: Jazz Fusion
• Gravado no Bassment Club em Chelmsford

Músicos:
• Guthrie Govan (guitarra)
• Seth Govan (baixo)
• Pete Riley (bateria)
• Zak Barrett (saxofone)
Tracklist:
1. Seventh Heaven
2. One Shining Soul
3. Phase Dance
4. Lucky Seven
5. Can't Dance
6. Mercy, Mercy
7. Work Song
8. I Remember Wes
9. Access Denied
10. The Chicken

The Bassment Club Band

domingo, 24 de julho de 2011

Guthrie Govan - Erotic Cakes (2006)


Nascido em Chelmsford, na Inglaterra, Guthrie Govan começou a tocar guitarra quando tinha apenas três anos de idade, incentivado por seu pai, porém aprendendo de ouvido e sem professor. Sua primeira apresentação foi aos nove anos em um programa de TV chamado Ace Reports, onde tocou ao lado de seu irmão Seth Govan.

Após deixar a escola, o músico iniciou seus estudos de inglês na Universidade de Oxford, porém abandonou-os um ano depois para dedicar-se a sua carreira musical. Em 1993, Govan ganhou o prêmio de "Guitarrista do Ano", da revista Guitarist, com a música Wonderful Slippery Thing e também passou a contribuir com artigos ocasionais para a revista.

O guitarrista tem um trabalho como professor bastante reconhecido, vale a pena conferir suas duas publicações, "Creative Guitar Volume 1: Cutting Edge Techniques" e "Creative Guitar Volume 2: Advanced Techniques", para quem estuda o instrumento.

Em 2001, o músico passou a integrar o Asia, mas deixou o grupo em 2006 e formou o GPS ao lado de John Payne e Jay Schellen. No mesmo ano saiu o primeiro e único álbum solo do guitarrista até o momento, "Erotic Cakes".

"Erotic Cakes" é uma ótima amostra do virtuosismo de Guthrie Govan, que consegue combinar toda sua técnica com passagens jazzísticas e grooves funkeados. Mesclando influências que vão de Joe Pass à Frank Zappa, o álbum traz uma sonoridade original e bastante variada, fugindo daquele padrão enjoativo que álbuns de guitarristas costumam ter. O disco ainda contém as participações especiais de Richie Kotzen, na faixa Ner Ner, e Bumblefoot, em Rhode Island Shred. Altamente recomendado!

Informações Gerais:
• Artista: Guthrie Govan
• Álbum: Erotic Cakes
• Ano: 2006
• País: Inglaterra
• Estilo: Free Jazz, Fusion, Instrumental Rock
• Gravadora: Cornford Records
• Produtor: Jan Cykra
• Arte gráfica: Jonathan Parkin

Músicos:
• Guthrie Govan (guitarras)
• Seth Govan (baixo)
• Pete Riley (bateria)
Tracklist:
1. Waves
2. Erotic Cakes
3. Wonderful Slippery Thing
4. Ner Ner
5. Fives
6. Uncle Skunk
7. Sevens
8. Eric
9. Slidey Boy
10. Rhode Island Shred
11. Hangover

Erotic Cakes

terça-feira, 19 de julho de 2011

Demon Fuzz - Afreaka! (1970)


Oriundo da cena afro-rock britânica, o Demon Fuzz lançou um único álbum antes de sumir do mapa, o excelente "Afreaka!". O álbum abusa na variedade de estilos, gerando uma incomum mistura de Jazz, Funk, Prog, Soul, Rock e psicodelia, e o mais surpreendente é que tudo soa incrivelmente bem.

Ao ouvir "Afreaka!" muitos devem imaginar que o Demon Fuzz tinha tudo para ser um enorme sucesso, porém o máximo que a banda conseguiu foi ver seus samples sendo usados com frequência por DJs da época. Talvez o Demon Fuzz estivesse muito a frente para conseguir causar algum impacto no público jovem que frequentava os festivais ao qual se apresentava. Como resultado, a banda encerrou suas atividades com apenas 18 meses de vida.

O álbum já foi definido por críticos como "um amálgama de Santana, If, Traffic, Sly & Family Stone e Osibisa. Seu som é pesado e apresenta órgão Hammond grooveado, percussões afro e seção de metais com muito brilho". O álbum tende a cair para um lado mais improvisado em certos momentos, porém o aperto dos arranjos ajuda a levar algumas canções à uma direção mais Rock.

Esta é a versão remasterizada do álbum, que além de contar com as cinco faixas originais ainda traz três novas músicas: I Put a Spell On You, Message to Mankind e Fuzz Oriental Blues.

Informações Gerais:
• Banda: Demon Fuzz
• Álbum: Afreaka!
• Ano: 1970
• País: Inglaterra
• Estilo: Jazz Funk, Fusion
• Gravadora: Castle
• Produtor: Barry Murray

Músicos:
• Sleepy Jack Joseph (baixo)
• Ayinde Folarin (congas)
• Paddy Corea (sax, flauta, congas)
• Steven John (bateria)
• W. Raphael Joseph (guitarra)
• Ray Rhoden (órgão, piano)
• Clarance Brooms Crosdale (trombone)
• Smokey Adams (vocal)
Tracklist:
1. Past, Present and Future
2. Disillusioned
3. Another Country
4. Hymn to Mother Earth
5. Mercy (Variation No. 1)
6. I Put A Spell On You
7. Message To Mankind
8. Fuzz Oriental Blues

Afreaka!

sexta-feira, 15 de julho de 2011

The Flower Kings - Back In The World of Adventures (1995)


"Back In The World of Adventures" foi o primeiro álbum lançado pelo The Flower Kings, em 1995. Na época, o álbum foi muito bem recebido pela crítica que ficou impressionada com a maneira que a banda conseguia, sem perder a originalidade, aproximar-se da sonoridade de bandas como Genesis, The Moody Blues, Yes, Jethro Tull, etc. Ou seja, o grupo conseguiu buscar influências nestas bandas sem copiar um único acorde, evitando assim que o The Flower Kings se tornasse apenas mais uma banda genérica e descartável.

As canções são todas extremamente bem executadas, trazendo sempre a inconfundível guitarra de Roine Stolt, que vai desde passagens elegantes e sofisticadas até a ousadia psicodélica, sempre de acordo com o que a música pede. Não é á toa que o The Flower Kings é considerado um dos expoentes da música progressiva da década de 90, "Back In The World of Adventures" é um trabalho de muito bom gosto e apreciável do começo ao fim. Vale a pena conferir!

Informações Gerais:
• Banda: The Flower Kings
• Álbum: Back In the World of Adventures
• Ano: 1995
• País: Suécia
• Estilo: Symphonic Prog
• Gravadora: Foxtrot Records
• Produtor: Roine Stolt e Don Azzaro

Músicos:
• Roine Stolt (guitarra, vocal, teclado)
• Tomas Bodin (teclado)
• Hasse Fröberg (vocal, backing vocals)
• Michael Stolt (baixo)
• Jaime Salazar (bateria)
• Hasse Bruniusson (percussão)
Tracklist:
1. World of Adventure
2. Atomic Prince / Kaleidoscope
3. Go West Judas
4. Train to Nowhere
5. Oblivion Road
6. Theme For a Hero
7. Temple of the Snakes
8. My Cosmic Lover
9. The Wonder Wheel
10. Big Puzzle

domingo, 10 de julho de 2011

Los Jaivas - Alturas de Macchu Picchu (1981)


Los Jaivas é uma das bandas mais duradouras do cenário musical chileno, com 50 anos ininterruptos de carreira. A banda destaca-se por sua combinação única de Rock Progressivo com instrumentos e ritmos latino-americanos, especialmente os andinos.

"Alturas de Macchu Picchu" é o sétimo álbum de estúdio da banda e também o mais popular e importante da carreira do grupo. O álbum foi eleito o segundo melhor disco chileno de todos os tempos pela revista Rolling Stone. "Alturas de Macchu Picchu" é uma musicalização do famoso poema de mesmo nome escrito por Pablo Neruda e que está presente em seu livro "Canto General", de 1950. O poema é um dos mais significativos da poesia de Neruda, e a composição dos Jaivas tem sido considerada como brilhante e fiel ao conteúdo original da obra. O grande mérito de "Alturas de Macchu Picchu", segundo os críticos, é atingir o temperamento de espírito do poeta e tornar sua mensagem compreensível através dos arranjos e estilo proposto. Em 07 de Julho de 2011 a banda realizou uma apresentação histórica nas ruínas de Machu Picchu, onde tocou o álbum na íntegra durante as celebrações de 100 anos do redescobrimento da cidade.

Sem dúvidas um dos trabalhos mais reconhecidos e essenciais do Prog sul-americano, com uma sonoridade bastante peculiar e interessante. Destaque para a faixa La Poderosa Muerte.

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Informações Gerais:
• Banda: Los Jaivas
• Álbum: Alturas de Macchu Picchu
• Ano: 1981
• País: Chile
• Estilo: Progressive Rock, Prog Folk
• Gravadora: SYM Chile

Músicos:
• Gato Alquinta (vocal, guitarra, violão baixo, cuarto, flauta de pã, quena, ocarina)
• Mario Mutis (baixo, guitarra, flauta de pã, quena, vocal)
• Eduardo Parra (teclado, Mini-Moog, tarka)
• Claudio Parra (piano, mini-Moog)
• Gabriel Parra (bateria, percussão, xilofone, tarka, vocal)
Tracklist:
1. Del Aire Al Aire
2. La Poderosa Muerte
3. Amor Americano
4. Águila Sideral
5. Antigua América
6. Sube a Nacer Conmigo Hermano
7. Final

Músicos Adicionais:
• Alberto Ledo (todos os instrumentos na faixa 1)
• Patricio Castillo (quena, tarka)

sábado, 9 de julho de 2011

Golden Earring - Moontan (1973)


"Moontan" é considerado o álbum mais bem sucedido da carreira do Golden Earring, tanto musicalmente quanto comercialmente. O sucesso do álbum foi alavancado graças ao ótimo desempenho que o hit Radar Love obteve nas paradas da época. A canção chegou ao Top 10 em vários países e liderou as paradas na Espanha e Alemanha, além de já ter sido regravada/tocada por bandas como U2, Santana, R.E.M., Def Leppard, Ministry, entre outros.

Porém, "Moontan" vai muito além de Radar Love. O disco traz as características que a banda já possuía em lançamentos anteriores, porém com um maior refinamento e inspiração. Há várias passagens instrumentais, mudanças de tempo e tonalidade que acabam deixando o lado progressivo da banda mais evidente em faixas como The Vanilla Queen por exemplo, porém tudo isso guiado pela energia do Hard Rock. Outros destaques são Are You Receiving Me e a cativante Candy's Going Bad.

Álbum mais do que essencial para fãs da banda e ótima pedida para quem curte o bom Hard Rock setentista.

Informações Gerais:
• Banda: Golden Earring
• Álbum: Moontan
• Ano: 1973
• País: Países Baixos
• Estilo: Hard Rock, Heavy Prog
• Gravadora: Polydor / Track Records

Músicos:
• Rinus Gerritsen (baixo, teclado)
• Barry Hay (vocal, flauta, sax, guitarra)
• George Kooymans (guitarra, vocal)
• Cesar Zuiderwijk (bateria)

Tracklist:
1. Candy's Going Bad
2. Are You Receiving Me
3. Suzy Lunacy (Mental Rock)
4. Radar Love
5. Just Like Vince Taylor
6. The Vanilla Queen

Músicos Adicionais:
• Patricia Paay (vocal)
• Eelco Gelling (slide guitar)
• Bertus Borgers (sax)

domingo, 3 de julho de 2011

Emir Hot - Sevdah Metal (2008)


Emir Hot é um guitarrista nascido na Bósnia e Herzegovina. O músico participou de várias bandas obscuras de Metal em seu país que nunca atingiram o sucesso em nível mundial, graças também às dificuldades pela qual o país passava durante a década de 90. Mais tarde, mudou-se para os Estados Unidos para estudar na Berklee College of Music, em Boston. Hot pagava a faculdade realizando inúmeros workshops, shows, dando aulas de guitarra e trabalhando como músico de estúdio.

Em Junho de 2007, Emir Hot se formou no The Guitar Institute, em Londres, e logo em seguida passou a focar-se em seu primeiro trabalho solo sério, "Sevdah Metal". O álbum foi escrito no período em que Emir Hot estudava em Londres e por sorte, nesta mesma época, teve a chance de conhecer e convidar para seu álbum ótimos músicos como John West e Mike Terrana.

"Sevdah Metal" traz uma mistura de Power, Neo-Classical e Progressive Metal e é recheado de solos de guitarra tocados em velocidades impressionantes. Porém não pense que você encontrará apenas aquela masturbação guitarrística, típica de guitarristas do gênero, o álbum possui algumas passagens bastante interessantes e boas linhas vocais de John West. Há também o acréscimo de elementos musicais bósnios e instrumentos como acordeon, gerando uma sonoridade bastante peculiar. Vale a pena conferir.

Informações Gerais:
Artista: Emir Hot
• Álbum: Sevdah Metal
• Ano: 2008
• País: Bósnia e Herzegovina
• Estilo: Neo-Classical / Power / Progressive Metal
• Gravadora: Lion Music

Músicos:
Emir Hot (guitarra, baixo)
• Mike Terrana (bateria)
• John West (vocal)

Músicos Adicionais:
• Muhamed Sehic (acordeon)
• Anto Filipovic (acordeon)
• Brandon Morris (teclado)
• Miralem Osmic (piano)
• Bruno Matijasevic (piano, teclado)
• Charlie Squire (vocal)
Tracklist:
1. Forspil (Intro)
2. Devils In Disguise
3. World Set On Fire
4. Skies And Oceans
5. Sevdah Metal Rhapsody
6. Stand And Fight
7. Endless Pain
8. Hora Martisorului (Instrumental)
9. Land Of The Dark
10. You

sábado, 2 de julho de 2011

Antoine Dufour - Existence (2008)


"Existence" é o terceiro álbum de estúdio lançado pelo violonista canadense Antoine Dufour. É neste álbum onde estão presentes algumas de suas composições mais famosas, como Ashes in the Sea, Reality e 30 Minutes in London.

Em "Existence", Dufour utiliza todo o seu virtuosismo para explorar toda a riqueza do instrumento. O músico possui características em comum com outros guitarristas fingerstyle como Michael Hedges, Andy McKee, Craig D'Andrea e Don Ross, especialmente em termos de complexidade técnica, com um estilo altamente percussivo e fazendo bastante uso de recursos como harmônicos naturais e slaps.
Um trabalho inspirador e repleto de melodias criativas!

Para os apreciadores da música instrumental acústica moderna, vale a pena conferir o site da gravadora CandyRat (http://www.candyrat.com/), repleto de novos talentos deste e de outros estilos como Jazz, Blues e Folk. No site também é possível adquirir os discos e tablaturas para boa parte dos álbuns (incluindo "Existence"), caso queira incorporar as composições em seu próprio repertório.

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Tracklist:
1. 30 Minutes in London
2. Song for Stephen
3. Reality
4. The Heart of the Matter
5. The Transcendent Mountain
6. Existence
7. Catching the Light
8. You and I
9. Hiding Place for the Moon
10. Mother
11. The Hidden Moon
12. Ashes in the Sea
13. Into Your Heart

Informações Gerais:
• Artista: Antoine Dufour
• Álbum: Existence
• Ano: 2008
• País: Canadá
• Estilo: Fingerstyle acoustic, Instrumental
• Gravadora: CandyRat Records

Músicos:
• Antoine Dufour (violão)

sexta-feira, 17 de junho de 2011

The Crazy World of Arthur Brown (1968)


Liderada pelo insano showman, Arthur Brown, o The Crazy World of Arthur Brown teve importante influência no cenário do Rock Psicodélico/Progressivo da época, mesmo com uma boa quantidade de pessoas atualmente nunca terem ouvido falar da banda.

As apresentações do The Crazy World of Arthur Brown eram marcadas pelas bizarrices de Arthur Brown. Em algumas performances, o frontman chegou a utilizar um capacete de metal em chamas, certa vez em Windsor, na Inglaterra, o abastecimento de metanol do capacete escorreu pela sua cabeça por acidente e começou a pegar fogo. Por sorte, dois espectadores conseguiram conter as chamas derramando cerveja na cabeça de Brown, evitando ferimentos mais graves. Outro evento famoso foi na Itália, quando o músico tacou fogo no próprio cabelo, e como se não bastasse, ainda ficou totalmente pelado em pleno palco. Resultado: Arthur Brown foi preso e deportado.

O autointitulado do The Crazy World of Arthut Brown é considerado um clássico do psicodelismo da década de 60. O disco ganhou notoriedade graças ao single Fire, que vendeu sozinho 1 milhão de cópias, ganhando um disco de ouro e tendo liderado as paradas no Reino Unido. Destaque para o trabalho de Vincent Crane, um dos primeiros grandes organistas do Rock e que não pode ter o seu trabalho no álbum subestimado de forma alguma.

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Tracklist:
01. Prelude - Nightmare
02. Fanfare - Fire Poem
03. Fire
04. Come and Buy
05. Time/Confusion
06. I Put a Spell on You
07. Spontaneous Apple Creation
08. Rest Cure
09. I've Got Money
10. Child of My Kingdom

Informações Gerais:
• Banda: The Crazy World of Arthur Brown
• Álbum: The Crazy World of Arthur Brown
• Ano: 1968
• País: Inglaterra
• Estilo: Rock Psicodélico
• Gravadora: Track Records
• Produtor: Kit Lambert
• Arte gráfica: David King

Músicos:
• Arthur Brown (vocal)
• Vincent Crane (teclados)
• Sean Nicholas (baixo)
• Drachen Theaker (bateria)

sábado, 4 de junho de 2011

Camel - Moonmadness (1976)


O Camel é um grupo britânico de Rock Progressivo formado em 1971 por Andrew Latimer, Andy Ward e Doug Ferguson, que pouco tempo depois também recrutaram o tecladista Peter Bardens para a formação. O quarteto começou sob o nome de On, que durou apenas uma apresentação antes de mudarem o nome para Camel. O primeiro show do Camel foi em 4 de Dezembro de 1971 em Londres, quando abriram uma apresentação do Wishbone Ash.

"Moonmadness" é o quarto álbum de estúdio do Camel e foi lançado quando a banda vivia seu auge, graças aos excelentes álbuns "Mirage" (1974) e "Music Inspired by The Snow Goose" (1975). A boa fase do quarteto foi confirmada com uma histórica apresentação com a London Symphony Orchestra no Royal Albert Hall lotado, em Londres.
Não é a toa que "Moonmadness" é colocado por muitos entre os melhores álbuns de Rock Progressivo já lançados na história, desde os primeiros acordes de Aristillus o ouvinte é levado para uma viagem musical única. A onipresença dos teclados é um grande atrativo, as melodias refinadas da guitarra de Andrew Latimer também ocupam bastante espaço e as linhas de baixo e bateria fogem do simples em boa parte do tempo.

O álbum é conceitual, porém não segue uma história, pois cada faixa é baseada na personalidade de determinado membro da banda. Dessa forma, Air Born é sobre Andrew Latimer, Lunar Sea sobre Andy Ward, Chord Change sobre Peter Bardens e Another Night sobre Doug Ferguson.
A faixa final, Lunar Sea, termina com um efeito que recria o som do vento soprando, quando tocado no LP, a agulha volta para o começo do efeito, quando o mesmo está prestes a terminar, tocando-o interminavelmente.

Este também foi o último disco a contar com a formação clássica do Camel, pois após o lançamento do mesmo, Doug Ferguson deixou a banda, insatisfeito com a direção um pouco mais jazzística que o grupo estava tomando, influência das bandas da Cena de Canterbury.

Discografia básica para qualquer fã do gênero!

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Tracklist:
1. Aristillus
2. Song Within a Song
3. Chord Change
4. Spirit of the Water
5. Another Night
6. Air Born
7. Lunar Sea

Informações Gerais:
• Banda: Camel
• Álbum: Moonmadness
• Ano: 1976
• País: Inglaterra
• Estilo: Rock Progressivo
• Gravadora: Decca
• Produtor: Rhett Davies

Músicos:
• Doug Ferguson (baixo, vocal na faixa 2)
• Andy Ward (bateria, percussão, voz na faixa 1)
• Peter Bardens (teclados, vocal na faixa 4)
• Andy Latimer (guitarra, flauta, vocal nas faixas 2, 5 e 6)

sábado, 28 de maio de 2011

Persefone - Shin-Ken (2009)


"Shin-Ken" é o álbum mais recente lançado pelo Persefone, uma banda andorrana de Death Melódico/Progressivo. Começaram como uma banda de covers, tocando músicas de bandas como Arch Enemy e Dark Tranquility, porém logo sentiram a necessidade de algo a mais e passaram a compor. O primeiro disco, "Truth Inside The Shades", saiu em 2004.
O Persefone mistura elementos das supracitadas bandas com o de outras, como o Opeth, porém sem perderem a originalidade, com solos repletos de técnica e bastante alternância entre vocais limpos e guturais. Álbum imperdível para fãs do gênero!

Tracklist:
01. The Ground Book (Intro)
02. Fall To Rise
03. Death Before Dishonour
04. The Water Book
05. The Endless Path
06. The Wind Book
07. Purity
08. Rage Stained Blade
09. The Fire Book
10. Kusanagi
11. Shin-ken Part 1
12. Shin-ken Part 2
13. The Void Book
14. Japanese Poem
15. The Sword Of The Warrior (Cacophony cover) [Bonus Track]

Informações Gerais:
• Banda: Persefone
• Álbum: Shin-Ken
• Ano: 2009
• País: Andorra
• Estilo: Progressive Death Metal, Melodic Death Metal
• Gravadora: Soundholic

Músicos:
• Marc Martins Pia (vocal)
• Jordi Gorgues Mateu (guitarra)
• Carlos Lozano Quintanilla (guitarra, vocal)
• Toni Mestre Coy (baixo)
• Miguel Espinosa (teclado, vocal)
• Marc Mas Marti (bateria)

sexta-feira, 20 de maio de 2011

McChurch Soundroom - Delusion (1971)


"Delusion" foi o único álbum lançado pelo McChurch Soundroom, uma desconhecida banda suíça, as vezes apontada erroneamente como alemã. O álbum ganhou status de "cult" entre colecionadores e fãs de obscuridades por se tratar de um dos LPs mais raros lançados pela Pilz, gravadora alemã responsável por apresentar ao mundo bandas como Popol Vuh e Witthuser & Westrupp.

O McChurch Soundroom demonstra excelência técnica e musical em "Delusion", repleto de ótimos grooves e jams. O lado progressivo é o mais explorado, porém sem deixar de flertar com o Hard Rock, Folk, Blues, Jazz e psicodelismo. O acréscimo de flautas tornam comparações com o Jethro Tull quase inevitáveis, especialmente com os primeiros álbuns, apesar de "Delusion" ser mais progressivo. Uma pena que assim como vários de seus conteporâneos, a banda tenha nos deixado apenas um registro antes de desaparecer.

Tracklist:
1. Delusion
2. Dream Of A Drummer
3. Time Is Flying
4. What Are You Doin'
5. Trouble Part 1
6. Trouble Part 2

Informações Gerais:
• Banda: McChurch Soundroom
• Álbum: Delusion
• Ano: 1971
• País: Suíça
• Estilo: Rock Progressivo, Krautrock, Heavy Prog
• Gravadora: Pilz
• Produtor: J. Schmeisser
• Arte gráfica: H. Matthies

Músicos:
• Sandy McChurch [Sandro Chiesa] (vocal, flauta)
• Heiner Althaus (guitarra)
• Alain Veltin (órgão)
• Kurt Hafen (baixo)
• Norbert "Nobbi" Jud (bateria)

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Aardvark - Aardvark (1970)


O Aardvark é um dos raros casos em que encontramos uma banda de Rock sem um guitarrista na formação. Dessa forma, são os teclados de Steve Milliner e o baixo de Stan Aldous que ganham destaque. O Aardvark chegou a contar com Paul Kossoff e Simon Kirke na formação, ambos mais tarde tornaram-se membros da lendária banda Free, porém os dois não aparecem no álbum, pois já haviam deixado a banda na época.

O Aardvark consegue equilibrar bem a pegada marcante do Rock 'n Roll com passagens progressivas e psicodélicas mais ousadas. As influências vão desde Pink Floyd à Deep Purple. Fãs de bandas que possuem forte trabalho de órgão, como o Greenslade por exemplo, sentirão-se em casa com este disco.
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Tracklist:
1. Copper Sunset
2. Very Nice Of You To Call
3. Many Things To Do
4. The Greencap
5. I Can't Stop
6. The Outing-Yes
7. Once Upon A Hill
8. Put That In Your Pipe And Smoke It

Informações Gerais:
• Banda: Aardvark
• Álbum: Aardvark
• Ano: 1970
• País: Inglaterra
• Estilo: Heavy Prog
• Gravadora: Deram

Músicos:
• Stan Aldous (baixo)
• Frank Clark (bateria)
• Steve Milliner (teclados, vibrafone)
• Dave Skillin (vocal)

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Alamo - Alamo (1971)


"Alamo" é o único e ótimo álbum lançado pela banda de mesmo nome. Hard Rock de primeira trazendo também uma pegada Blues Rock e órgãos que ajudam a dar acidez ao disco. A banda chegou até a participar do Atlanta Pop Festival de 1969, ao qual o Led Zeppelin também tocou, porém teve vida bastante curta.

Fãs de Hard Rock guiado por órgãos à lá Atomic Rooster e Bloodrock não podem deixar de ouvir!

Tracklist:
1. Got To Find Another Way
2. Soft And Gentle
3. The World We Seek
4. Question Raised
5. Bensome Changes
6. All New People
7. Get The Feelin'
8. Happiness Is Free

Informações Gerais:
• Banda: Alamo
• Álbum: Alamo
• Ano: 1971
• País: Estados Unidos
• Estilo: Hard Rock, Blues Rock
• Gravadora: Atlantic Records

Músicos:
• Ken Woodley (vocal, órgão)
• Larry Raspberry (guitarra)
• Larry Davis (baixo)
• Richard Rosebrough (bateria)

domingo, 15 de maio de 2011

Progres 2 - Dialog s vesmírem (1980)


O Progres 2 é uma banda de origem tcheca formada no final da década de 60. Iniciaram a carreira sob o nome de Progress Organization, ao qual lançaram o debut "Barnodaj" em 1971. Cinco anos depois a banda mudou o nome também para Bornodaj e em 1978 lançaram "Mauglí", álbum conceitual baseado no The Jungle Book. Somente então passaram a se chamar Progres 2, nome com o qual ganhariam considerável reconhecimento em seu país de origem.

"Dialog s vesmírem" tem uma importância extra por se tratar do primeiro projeto rock opera lançado na República Tcheca (na época, Tchecoslováquia). As apresentações da banda contavam com efeitos audiovisuais inspirados nas apresentações do Pink Floyd e ainda traziam participações especiais de diversos atores e artistas renomados de Brno, cidade natal da banda.

Quando o disco foi lançado, a Tchecoslováquia encontrava-se sob um regime totalitário e a banda acabou tendo alguns problemas com as autoridades. O mais conhecido é em relação à Planeta Hieronyma Bosche, onde a letra faz referências ao uso de heroína. A letra foi censurada pelo governo, porém o Progres 2 driblou a censura ao utilizar apenas vogais nos trechos censurados. Ao vivo a banda tocava a música com a letra original. Outra música que também não passou pela censura foi Tisíce mých očí, esta teve sua letra e estrutura alteradas por conter trechos que tratavam sobre questões cristãs.

O Progres 2 possui uma natureza bastante eclética, explorando diversas facetas da música progressiva, porém dando uma certa ênfase ao espírito Space Rock da coisa. "Dialog s vesmírem" é simplesmente uma obra-prima recomendada à qualquer um!

Esta é a versão remasterizada do álbum, que além de contar com uma mixagem de melhor qualidade ainda traz sete faixas bônus.

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Tracklist:*
01. V Zajetí Počítačů
02. Země 2555
03. Píseň O Jablku
04. Odlet
05. Planeta Hieronyma Bosche I
06. Planeta Hieronyma Bosche II
07. Muzeum Planety Země
08. Tisíce Mých Očí
09. Hymna Robotů
10. Rozhovor S Centrálním Mozkem
11. Honička
12. Výkřik V Proxima Centauri
13. Píseň O Jablku – Edit
14. Roentgen 19.30
15. Planeta Hieronyma Bosche ’99

* Faixas 10 à 15 e 7 disponíveis apenas na versão remasterizada.

Informações Gerais:
• Banda: Progres 2
• Álbum: Dialog s vesmírem
• Ano: 1980
• País: República Tcheca
• Estilo: Progressive Rock, Space Rock
• Gravadora: Panton
• Produtor: Zdeněk Kluka
• Arte gráfica: Boris Mysliveček, Dušan Ždímal, Václav Houf

Músicos:
• Pavel Váně (guitarra, vocal, backing vocals)
• Miloš Morávek (guitarra, vocal, backing vocals)
• Pavel Pelc (baixo, sintetizadores, vocal, backing vocals)
• Karel Horký (sintetizadores, clavinet)
• Zdeněk Kluka (clavinet, vocal, bateria, backing vocals)

sábado, 7 de maio de 2011

Budgie - Never Turn Your Back On a Friend (1973)


Clássico do Hard Rock setentista! "Never Turn Your Back on a Friend" é o terceiro álbum da carreira do Budgie e também o mais conhecido, especialmente pela faixa Breadfan, música que mais tarde foi regravada pelo Metallica. Este power trio do País de Gales teve importância seminal na consolidação da música pesada na década de 70 e influenciou diversas bandas que surgiriam mais tarde.
Formado em 1967, o Budgie também é considerado uma das primeiras bandas de Heavy Metal da história.

"Never Turn Your Back on a Friend" é repleto de petardos recheados com passagens climáticas bem elaboradas, dando um toque mais progressivo e melódico. Riffs e vocal marcantes conduzidos por um ótimo trabalho de bateria e um baixo bastante "na cara". O álbum ainda conta com um cover de Baby Please Don't Go, de Big Joe Williams. A capa foi desenhada por Roger Dean, famoso por ter criado boa parte das capas do Yes.
Destaque para as faixas Breadfan e Parents, o gran-finale do disco.

Discografia básica para qualquer fã de Hard Rock!

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Tracklist:
1. Breadfan
2. Baby, Please Don't Go
3. You Know I'll Always Love You
4. You're the Biggest Thing Since Powdered Milk
5. In the Grip of a Tyrefitter's Hand
6. Riding My Nightmare
7. Parents

Informações Gerais:
• Banda: Budgie
• Álbum: Never Turn Your Back On A Friend
• Ano: 1973
• País: País de Gales
• Estilo: Hard Rock, Heavy Prog
• Gravadora: MCA
• Arte gráfica: Roger Dean

Músicos:
• Burke Shelley (vocal, baixo)
• Tony Bourge (guitarra, violão, backing vocals)
• Ray Phillips (bateria)

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Jean-Luc Ponty - Mystical Adventures (1982)


Filho de músicos, o violinista virtuoso, Jean-Luc Ponty, iniciou cedo seus estudos musicais. Sua mãe ensinou-lhe piano e seu pai ensinou-lhe violino, e aos 16 anos o músico já havia se formado no Conservatoire National Supérieur de Musique, em Paris. Suas colaborações vão desde Al Di Meola à Elton John, o violinista também integrou o Frank Zappa And The Mothers of Invention e a segunda formação do Mahavishnu Orchestra. Atualmente o músico também faz parte do Return to Forever.

"Mystical Adventures" é um dos trabalhos mais notáveis de sua rica carreira solo. Primariamente um músico de Jazz, Jean-Luc Ponty nunca deixou de incorporar outros gêneros em suas composições, indo da música erudita ao progressivo. Pode-se classificar o álbum como Jazz Fusion, mas deve-se ter em mente que esta única classificação acaba simplificando de mais o álbum, que vai além de apenas "Fusion". Porém, isto é o de menos, no fim das contas tudo acaba se resumindo em "boa música".
As composições são formidáveis e extremamente bem executadas, vale também destacar a participação do percussionista brasileiro Paulinho da Costa. Sintetizadores e teclados ajudam a dar um clima mais moderno ao álbum. O disco ainda conta com um cover de As, de Stevie Wonder, muito bem arranjado, porém os destaque ficam com a suite que dá nome ao álbum , dividida em cinco partes, e à Rhythms Of Hope.

Uma obra de qualidade rara para ser apreciada nota por nota.

Tracklist:
01. Mystical Adventures (Suite) Part I
02. Mystical Adventures (Suite) Part II
03. Mystical Adventures (Suite) Part III
04. Mystical Adventures (Suite) Part IV
05. Mystical Adventures (Suite) Part V
06. Rhythms Of Hope
07. As
08. Final Truth - Part I
09. Final Truth - Part II
10. Jig

Informações Gerais:
• Artista: Jean-Luc Ponty
• Álbum: Mystical Adventures
• Ano: 1982
• País: França
• Estilo: Jazz Fusion
• Gravadora: Atlantic Records
• Produtor: Arif Mardin

Músicos:
• Jean-Luc Ponty (violino, órgão, violino elétrico, sintetizador, teclado)
• Jamie Glaser (guitarra)
• Paulinho da Costa (percussão)
• Rayford Griffin (bateria)
• Randy Jackson (baixo)
• Chris Rhyne (sintetizador, piano)

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quarta-feira, 27 de abril de 2011

Larry Carlton & Robben Ford - Live In Tokyo (2007)


Durante sua turnê em 2006, Larry Carlton convidou Robben Ford para juntar-se à sua banda para algumas apresentações no Japão. O resultado foi o álbum ao vivo "Live In Tokyo", lançado no ano seguinte. Um encontro raro de dois guitarristas que possuem muita química e compatibilidade, apesar de serem ao mesmo tempo distintos. São ao todo oito faixas repletas de solos sensacionais, indo do Blues ao Jazz Fusion. Vale a pena conferir!

Tracklist:
1. That Road
2. Burnable
3. Cold Gold
4. Rio Samba
5. Derrick's Blues
6. Two Bad
7. Talk To Your Daughter
8. Too Much [Bonus Track]

Informações Gerais:
• Artista: Larry Carlton e Robben Ford
• Álbum: Live In Tokyo
• Ano: 2007
• País: Estados Unidos
• Estilo: Blues, Fusion
• Gravadora: 335 Records
• Gravado em Tóquio no ano de 2006.

Músicos:
• Larry Carlton (guitarra, vocal)
• Robben Ford (guitarra)
• Travis Carlton (baixo)
• Toss Panos (bateria)
• Jeff Babko (teclado)

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domingo, 24 de abril de 2011

Kazimierz Lux - C.S. (1972)


Kazimierz Lux (ou apenas Kaz Lux), é conhecido pelo seu trabalho como vocalista do Brainbox, além de sua colaboração com Jan Akkerman, que também foi seu companheiro na supracitada banda. "C.S." é o primeiro álbum da carreira solo de Kaz Lux e traz uma sonoridade única, reflexo de uma extensa educação musical. Uma combinação de rock, música erudita, jazz e folk de qualidade rara e na medida certa, sem experimentações exageradas ou sem noção.

Recomendado!

Tracklist:
1. Brown Crystal
2. Pictures Of Youth
3. Companion
4. Rhapsody In Black And White
5. The Electric Minstrel Is Gone
6. The Change
7. Graveyard
8. Delayed Panic

Informações Gerais:
• Artista: Kaz Lux
• Álbum: C.S.
• Ano: 1972
• País: Países Baixos
• Estilo: Rock Progressivo
• Gravadora: Harvest
• Produtor: John Schuursma

Músicos:
• Kaz Lux (vocal)
• Jan Hollestelle (baixo)
• André Reynen (baixo nas faixas 3 e 8)
• Ilja Gort (bateria, percussão)
• Frans Smit (bateria na faixa 8)
• Jan Vennik (sax, flauta, clarinete)
• Rudy de Queljoe (guitarra)
• John Schuursma (guitarra nas faixas 1, 3 e 8)
• Steve Boston (congas na faixa 3)

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sábado, 23 de abril de 2011

Khan - Space Shanty (1972)


Único e excelente trabalho lançado pelo Khan. Tendo permanecido na ativa por apenas um ano, o Khan foi uma espécie de super grupo da famosa Cena de Canterbury. "Space Shanty" foi o álbum responsável por alavancar a carreira do guitarrista Steve Hillage, que mais tarde viria a integrar o Gong, após o fim do Khan. A banda passou por várias mudanças de formação apesar do curto tempo de vida. O Khan chegou a gravar algumas sessões de estúdio que viriam a integrar um segundo álbum do grupo, porém a banda se dissolveu antes do mesmo estar pronto. Boa parte dessas gravações foram parar no primeiro álbum solo de Steve Hillage, "Fish Rising" (1974).

"Space Shanty" possui as características típicas das bandas de Canterbury, como as forte tendências jazzísticas e improvisações, porém com uma proximidade maior ao Space Rock do que as demais bandas da região.

Tracklist:
1. Space Shanty
2. Stranded
3. Mixed Up Man Of The Mountains
4. Driving to Amsterdam
5. Stargazers
6. Hollow Stone

Informações Gerais:
• Banda: Khan
• Álbum: Space Shanty
• Ano: 1972
• País: Inglaterra
• Estilo: Rock Progressivo, Space Rock
• Gravadora: Deram Records
• Produtor: Neil Slaven
• Arte gráfica: David Anstey

Músicos:
• Steve Hillage (guitarra, vocal)
• Dave Stewart (piano, órgão, celesta, marimba)
• Nick Greenwood (baixo, vocal)
• Eric Peachey (bateria)
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